quinta-feira, 20 de maio de 2010

Karl Marx II

Um único trabalhador exerce todas a funçoes que depois se dissociam.Ele tem de produzir mais valia.Só é produtivo o trabalhador que produz mais valia para o capitalista, servindo assim a auto-expansão do capital. Um exemplo fora da produção material : Um mestre escolar é um trabalhador produtivo quando trabalha não só para desenvolver a mente das crianças, mas tambem para enriquecer o dono da escola.Que este injeta seu capital numa fábrica de ensinar, em vez de fazer salsicha, não muda nada.
A produção de mais valia relativa pressupõe, portanto um modo de produção especificamente capitalista. Com seus métodos e condições, surge e se desenvolve. No curso desse desenvolvimento, sua subordinação formal é submetida pela sujeição real do trabalhador ao capital.
Basta,para a produção de mais valia absoluta, a subordinação meramente formal do trabalho ao capital : os artesão por exemplo, que trabalhavam antes para si mesmos, ficam como assalariados, sob o controle do capitalista.
Em certo ponto de vista, parece que não existe diferença entre mais valia absoluta e mais valia relativa.
A mais valia relativa é absoluta por exigir a prolongação absoluta da jornada de trabalho além do tempo necessário á existência do trabalho que permita produzir o tempo de trabalho necessário a uma parte da jornada de trabalho.
Se o trabalhador precisa de todo o seu tempo, afim de produzir os meios de subsistência necessários para sua manutenção e seus dependentes, não lhe vetará tempo nenhum afim de trabalhar gratuitamente para outras pessoas. Na realidade, o trabalhador adianta seu trabalho ao capitalista gratuitamente durante uma semana, para receber seu preço de mercado no fim da semana, isso o torna capitalista.

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